segunda-feira, maio 28, 2012

Saiba o que é mais indicado para a recuperação no período pós-treino

Exercitar-se é bom, com moderação e orientação é melhor ainda. Para os que não dispensam um só dia dos exercícios físicos, é bom dá uma lida sobre como prevenir o corpo no pós-treino.


Submetidos a inevitáveis e intensas rotinas de treinamento, os atletas de ponta têm a desventura de, com certa frequência, precisarem enfrentar as mais variadas dores e lesões. Mas mesmo quando se fala na prática amadora de exercícios físicos, não são raros os incômodos após uma série puxada de musculação ou uma corrida mais longa. Nesses momentos, quando as pernas reclamam para subir lances de escadas, o desespero pode fazer com que algumas pessoas acabem optando por métodos que nem sempre são os mais recomendados na busca pelo esperado alívio.

Para tentar desvendar quais são as melhores estratégias a serem adotadas no período pós-treino, o Correio ouviu três especialistas, de diferentes áreas. Foi apresentada a eles a situação hipotética de um atleta amador que teria praticado atividades anaeróbicas por uma hora e, em seguida, feito exercícios aeróbicos pelo mesmo tempo. Depois dessa sequência, os profissionais ouvidos sugerem que o descanso pode ser um denominador comum.

“O melhor é descansar e ter uma alimentação que reponha carboidratos e proteínas”, recomenda a fisioterapeuta Olívia Fernandes. Em geral, o conselho é que os treinamentos sejam separados por um período mínimo de 24 horas. No entanto, a fisiologista do exercício da Universidade de Brasília (UnB) Keila Fontana acrescenta que esse prazo pode ser alterado de acordo com a programação de treinos. “É preciso haver uma boa recuperação entre uma sessão e outra. Quando a intensidade não é tão alta, os exercícios podem ser repetidos por mais vezes na semana”, exemplifica.

Mas se as boas noites de sono costumam ser apontadas como o melhor remédio para a renovação do corpo e da mente, outras táticas também são frequentes. Porém, os especialistas avisam que apelar para massagens ou banhos em piscinas de gelo são estratégias mais destinadas a atletas de alto rendimento. “Essas técnicas são para casos em que o esforço foi realmente muito grande, como o aplicado em competições”, comenta o professor de educação física Marco Rodrigo Vieira. Confira, no quadro a seguir, dicas e recomendações para o período pós-treino e de recuperação muscular.

Sem exagero

Nesses casos, é preciso ter sempre em vista a prevenção do overtraining, ou seja, da situação em que o praticante extrapola os limites suportados pelo próprio corpo e, assim, coloca a saúde em risco.
Para não comprometer o condicionamento físico, é possível exercitar alguns grupos musculares enquanto outros ganham descanso

O que fazer depois de treinar

» Descanso
De maneira geral, é bom intervalar os treinamentos em, ao menos, 24 horas. Nesse período, o melhor a fazer é descansar e ter uma boa alimentação. “Para passar por uma outra sessão de treinos, a pessoa deve ter se recuperado da anterior”, resume a fisiologista Keila Fontana. “Um exercício extenuante logo afeta o sistema imunológico, deixando o corpo vulnerável a infecções”, alerta. Vale lembrar também que não se deve praticar atividades físicas antes de dormir, a fim de evitar a insônia.

» Mais exercício
Ter necessidade de descanso também não pode ser um pretexto para a preguiça. Ao contrário: enquanto um grupo muscular é poupado, outro pode ser trabalhado. “A dor pós-treino sempre vai existir quando a pessoa trocar a rotina de exercícios. No dia seguinte, é bom treinar de novo, a não ser em casos de um esforço muito grande”, opina o professor de educação física Marco Rodrigo Vieira. Assim, pode haver um maior ganho de condicionamento físico. Porém, é preciso ter sempre o cuidado de não sobrecarregar uma determinada parte do corpo. “Aulas de hidroginástica, flexibilidade e abdominal são boas atividades de reabilitação entre os treinamentos”, sugere.

» Alongamento
Esticar os braços e as pernas por alguns segundos costuma ser hábito de quem pratica atividades físicas. Geralmente, o alongamento é realizado antes dos treinamentos, mas há quem opte pela técnica também ao término das atividades. “Depois de treinos de hipertrofia, o alongamento não costuma ser muito indicado. Mas após os aeróbicos, ele ajuda a estimular o músculo, a relaxar a tensão e ainda promove um maior ganho de flexibilidade”, aponta a fisioterapeuta Olívia Fernandes.

» Massagem
Procurar uma sessão de massagem após um treinamento já é considerada uma alternativa mais extrema. Apesar de não ser proibida — há pessoas que só conseguem descansar a mente e o corpo com essa estratégia —, a técnica não promove grandes benefícios para os praticantes amadores, sendo mais indicada aos de alto rendimento. “Não é recomendado que a pessoa faça logo uma massagem se não for um atleta profissional ou não tiver extrapolado seu limite”, comenta a fisioterapeuta. “Assim como a imersão em águas geladas, ela é mais indicada para casos de ganho de performance ou de treinos mais exaustivos”, completa.

» Banho de gelo
As compressas e banhos de gelo também são opções mais vinculadas aos cenários de extrema exaustão. “Uma corrida de rua de 10km em um domingo, por exemplo, pode ser uma tarefa extrema para quem se condiciona a ela durante a semana”, simplifica o professor Marco Rodrigo. Nesse caso, o atleta pode recorrer ao gelo ou a outros tipos de produto, mas sempre seguindo prescrições médicas.

por Ana Cláudia Felizola - Correio Braziliense

Nova pesquisa comprova a importância da musculação contra a lipodistrofia em pacientes com HIV


Um excelente artigo publicado no site da Agência de Notícias da AIDS, sobre a importância da musculação em pessoas portadoras do vírus HIV com a doença lipodistrofia.

Uma doença comum entre os portadores do vírus HIV é a lipodistrofia, que é caracterizada pela distribuição irregular de gordura no corpo, que causa o acúmulo ou a perda da mesma em algumas áreas. Para combater essa doença, 7 pacientes diagnosticados foram submetidos à exercícios físicos de força, como parte de uma pesquisa defendida na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo. Ao fim das sessões, tanto a lipodistrofia quanto o colesterol alto e os triglicérides apresentaram melhora.

O autor da pesquisa, o educador físico Pedro Pinheiro Paes Neto, conta que, atualmente, com o uso dos antirretrovirais, os pacientes vivem mais e melhor com o vírus da AIDS, mas o uso prolongado da medicação apresenta efeitos colaterais, como a lipodistrofia. Além disso, é comum a taxa de colesterol alto e triglicérides. Pelo fato da lipodistrofia se tratar de uma má distribuição de gordura no corpo, o educador pensou no exercício como maneira de combate à doença, a fim de verificar a relação entre a atividade física e as variáveis negativas alteradas pelo antirretroviral.

Os voluntários da pesquisa Educação para a saúde e a atividade física na promoção da qualidade de vida de pessoas que vivem com HIV/aids realizaram 36 sessões de treinamento, distribuídas ao longo de 12 semanas. Cada sessão era composta pelo aquecimento, treinamento de força e relaxamento. No fim do processo, todas as variáveis negativas apresentaram diminuição. “E além disso, eles ainda adotaram uma prática regular de atividade física que influenciou positivamente na qualidade de vida desse grupo de pessoas”, diz Paes. Foi observado que a lipodistrofia e o triglicérides foram os problemas com melhora mais significativa.

O que o autor do estudo destaca, no entanto, é a melhora de autoestima relatada por eles. Segundo Paes, o maior ganho foi o de melhora do convívio social. “A prática fora das nossas sessões de treino promoveu a reinserção na sociedade por meio da atividade física, o que foi um grande ganho qualitativo da pesquisa. Embora os efeitos quantitativos tenham sido muito positivos, a maior queixa deles continua sendo o preconceito, o que é diminuído com essa inserção social”. Para o educador, é importante que se estimule a atividade física neste grupo, pois ela se mostra uma terapia alternativa. Isto é, dá resultados e não envolve medicamentos.

Musculação

“Quando se pensa em perder gordura, a primeira associação é normalmente com exercícios aeróbios, inclusive na literatura, mas nós fomos por outro caminho: o do treinamento de força”, diz o autor da pesquisa. Segundo ele, esse foi um dos diferenciais de seu estudo, que trabalhou com cargas altas de força: os pacientes chegaram a levantar mais que 80% de sua capacidade máxima individual para cada exercício, durante a fase específica do treinamento.

Paes explica que os exercícios aeróbios demandam muito tempo de prática para a perda de gordura e o fator ergogênico (perda calórica) ocorre principalmente durante a atividade. Enquanto isso, a atividade de força faz com que o ritmo do metabolismo aumente, e a perda de gordura se dá ao longo do dia. E além da perda de gordura, há ainda o ganho de massa muscular.

Perfil

Os pacientes selecionados para a pesquisa, de aspecto qualitativo, que foi orientada por Sonia Maria Villela Bueno eram de ambos os sexos, tinham entre 37 e 59 anos e utilizavam o serviço público de saúde. Todos eles tomavam antirretroviral e apresentavam lipodistrofia. A maioria deles ganhava entre um e quatro salários mínimos e só um possuía ensino superior.

A pesquisa, realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), foi uma parceria entre a Escola de Enfermagem (EERP), a Faculdade de Medicina (FMRP), e a Escola de Educação Física e Desporto da cidade de Ribeirão Preto. Para Paes, é essencial entender que a prática de atividade física é importante para combater os efeitos colaterais do uso prolongado de antirretrovirais, aumentando a qualidade de vida. “O exercício físico com pesos melhora muito autoestima e a percepção corporal porque a pessoa vê o resultado na sua própria forma corporal, condição muito afetada pelas pessoas que vivem com HIV/aids”, conclui.

Outro estudo em curso na mesma unidade, conduzido por Wlaldemir dos Santos e orientado pela professora Ana Paula Morais Fernandes, está avaliando os aspectos quantitativos das alterações metabólicas e anatômicas da síndrome da lipodistrofia em 20 pacientes. Até o momento, os participantes apresentaram o controle da dislipidemia com redução dos níveis de colesterol e triglicérides, perda de peso, e melhora do sistema imunológico.

quarta-feira, maio 16, 2012

terça-feira, maio 15, 2012

Conheça a dieta que fez Adele emagrecer 6 kg em 20 dias



Adele sempre assumiu suas curvas e disse que as pessoas deveriam observar sua voz e não seu corpo. Mas recentemente ela mudou o cardápio e emagreceu seis quilos em apenas 20 dias. O segredo da cantora é uma dieta vegetariana.

Calcule o seu Índice de Massa Corporal

De acordo com um estudo americano, os vegetarianos pesam de 3% a 20% menos do que os carnívoros. O segredo para emagrecer com saúde é substituir os nutrientes da carne, que podem ser encontrados em vários produtos, como ovos, leites e alguns vegetais.
Por isso, para quem quer seguir os passos Adele e afinar a silhueta, a nutricionista Lila Valente, do Rio de Janeiro adaptou a dieta feita pela cantora. Confira a seguir alguns dos principais alimentos que devem ser ingeridos durante as refeições.

Café da manhã 

Pão integral
Leite de soja
Frutas
Queijos magros
Óleo de coco

Lanche da manhã e da tarde


Barra de cereal
Amêndoas
Frutas
Macadâmia
Gelatina

Almoço e Jantar

Omelete
Arroz integral
Feijão
Carne de soja
Alface
Tomate
Legumes

Ceia


Iogurte natural
Barra de cereal
Leite batido com frutas

Fonte: Terra


Dietaterapia: vença o emocional para conseguir emagrecer

Reportagem: Angela Senra - Edição: MdeMulher - Conteúdo do site NOVA

Você já tentou fazer dezenas de dietas - a da sopa, a da proteína, a do tipo sanguíneo... - e nunca perde os irritantes quilinhos que estão sobrando? O problema não está no seu prato, e sim... na sua cabeça. O neurocientista americano Daniel Amen, que pesquisou a mente de mais de 66 mil pessoas que estavam fazendo regime, garante: o sucesso do cardápio depende do estilo de cada uma. E classificou quatro tipos de padrão cerebral - compulsivo, impulsivo, emocional e ansioso. Depois de descobrir o seu, com a ajuda da psicóloga Andreia Calçada, do Rio de Janeiro, veja as indicações da nutricionista Elaine Rocha de Pádua, da Clínica DNA Nutri, em São Paulo, e emagreça de uma vez por todas!

Tipo 1 - Só pensa naquilo

A compulsiva se preocupa com comida o dia todo (e pode ser assim também com homens, compras...).

· Dieta cerebral - Esse tipo não se beneficia com cardápios com baixa quantidade de carboidratos. "A dieta da proteína, para esse perfil, é um crime", diz a nutricionista. Melhor investir em alimentos ricos em triptofano, que promovem o aumento do nível de serotonina (causando bem-estar e calma), como mel, banana, ovo, uva, brócolis, aipo, feijão- branco, quinua (que pode substituir o arroz, a farinha na farofa, ser polvilhada moída sobre fruta picada ou na salada) e chocolate, de preferência com 60% de cacau ou mais. "Também é possível usar suplemento de triptofano e serotonina." E atenção: quem faz esse tipo deve evitar cafeína, que aumenta os níveis de adrenalina e a compulsão, ok?

· Como agir - Quem é compulsivo tende a ser rígido. A psicóloga indica flexibilizar e variar desde o caminho que faz todo dia até os pensamentos. Para isso, anote seus ímpetos compulsivos em relação a comida para que possa identificar em que situações eles surgem, e assim gerenciá-los. Com as anotações em mãos, evite as situações que disparam os ataques. E faça escolhas alimentares de que você goste. "A compulsiva precisa se sentir no controle da situação."

O que comer

Todo dia
· 1 col. (sopa) de mel. 1 banana.
· 1 porção de brócolis. Eles têm pigmentos que protegem contra o câncer. Pode ser num suflê, picadinho na omelete, no arroz, numa torta, no macarrão alho e óleo ou com molho branco).
· 1 porção de aipo (na salada).
· 30 g de chocolate.

Duas vezes por semana
· 1 cacho pequeno de uva.

Três vezes por semana
· 1 ovo. É a cota para não ter problemas com o colesterol.

Tipo 2 - Come tudo o que vê pela frente

"A impulsiva, mesmo que tenha a intenção séria de manter uma dieta, não consegue racionalizar, segue apenas seus ímpetos", diz Andreia.

· Dieta cerebral - Nesse caso, Elaine recomenda um menu mais proteico, com alimentos fontes de tirosina, que ajudam a aumentar a produção de dopamina no cérebro e a controlar o apetite. São eles: peixes, carnes magras, aves sem pele, feijão-carioca e feijão-preto, castanhas, nozes, leite, queijos e tofu. O consumo do chá verde também é indicado para estimular a produção de dopamina e garantir a energia que falta a esse tipo.

· Como agir - A impulsiva deve planejar seu cardápio - e tudo mais na vida. "Mantenha-se saciada para que consiga racionalizar, adiando o impulso." De novo, anotar ajuda a perceber em que situações perde o controle, escapando de armadilhas. Vale buscar satisfação em atividades alternativas, como ligar para uma amiga, fazer as unhas... "Pesquisas da Associação Americana de Psicologia dizem que a impulsividade é um grande fator para a obesidade. O risco é compensar suas frustrações, cedendo às tentações. Portanto, não retire todos os prazeres da sua vida, porque isso só a deixará mais impulsiva", diz Andreia.

O que comer

Todo dia
· 1 concha de feijão: ele tem alto teor de fibras, que ajuda a saciar durante mais tempo. Pode ser substituído por lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja.
· Prepare um mix de 20 g para levar ao trabalho com: 2 nozes, 2 castanhas-do-pará, um punhado de frutas secas como maçã, uva passa, amêndoa, banana. Varie a cada semana. Tâmara, damasco, ameixa e abacaxi secos são as menos calóricas.
· 3 porções de laticínios para garantir cálcio: 1 fatia de queijo branco (pequena) ou cream cheese ou requeijão; iogurte ou leite no lanche da tarde com uma fruta.

Duas vezes por semana
· O ideal é fazer um rodízio entre um filé de carne bovina, de porco, de ave e de peixe. O peixe tem ômega 3. A carne de porco é rica em gordura de ótima qualidade. Escolha um corte sem pele, como lombo ou pernil assado. "Apesar do valor energético mais alto, tem menos gordura saturada que o frango ou a carne bovina", diz Elaine. Quanto ao frango, prefira o orgânico, criado sem aditivos.

Tipo 3 - Triste e cheinha

"A emocional tende à melancolia e à depressão, e usa a comida como muleta para melhorar o humor", diz Andreia. São pessoas que teriam alta atividade do sistema límbico, deixando sempre as emoções no comando de tudo, inclusive da fome.

· Dieta cerebral - Nesse caso, tão importante quanto cuidar da alimentação é malhar, fazer massagens e outras atividades que proporcionem prazer. "Comer alimentos menos calóricos e com poderes calmantes, como alface, também ajuda, mas a atividade física tem grande poder", diz Elaine.

· Como agir - Esse tipo precisa se manter ligado à família e aos amigos e buscar atividades físicas em grupo. A solidão não faz bem nenhum às emocionais. Também é importante identificar a fonte de suas tristezas para conseguir encontrar a melhor solução. Toda vez que sentir o desejo de comer sem estar com fome de verdade, investigue os motivos reais. Tem mais: evite pessoas que a deixam para baixo ou lugares dos quais você sempre volta desestimulada e sem pique. Se está triste e chateada com o seu peso, não é o melhor dia para entrar num provador de roupas, por exemplo. Tampouco para ir ao supermercado. Espere estar mais animada e confiante.

O que comer

Todo dia
· Esse tipo precisa de carboidrato para se acalmar. E também mastigar bastante o alimento para diminuir a compulsão.
· Boas pedidas: barras de cereais integrais crocantes ou belas mordidas de maçã.
· 1 col. (sopa) de açúcar: ele é um dos segredos da felicidade. Atenção com o excesso de adoçante, que pode dar efeito rebote, aumentando a compulsão.
· 1 porção de granola salgada, com aveia, amaranto, quinua, chia, oleaginosas e gergelim, incrementa a salada de alface, promovendo mastigação e calma. "Quando você engole a comida rápido, o alimento fermenta demais, produzindo gases. Além de o corpo precisar trabalhar dobrado para digerir, os pedaços pouco mastigados podem ativar o sistema imunológico, por entender que se trata de um intruso que precisa ser combatido. Quando o sistema de defesa começa a trabalhar sem necessidade, o corpo libera estamina, que provoca cansaço, moleza e aumenta o desânimo e a tristeza", diz Elaine.

Tipo 4 - Mastiga, mastiga, mastiga

A ansiosa, tensa, utiliza a comida como medicação para essa eterna expectativa em que vive.

· Dieta cerebral - Para esse tipo, é recomendável ingerir alimentos ricos em taurina e vitamina B6, que estimulam a produção do neurotransmissor gaba (ácido gama-aminobutílico), ajudando a reduzir o stress e o cérebro a se preparar melhor para uma boa noite de sono. Espinafre, nozes, amêndoas, farelo de arroz, aveia e lentilha, além do suplemento, são as melhores opções.

· Como agir - Procure fazer atividades calmantes, como ioga ou natação, que trabalham bastante a respiração. Tente se preocupar menos e olhar o lado positivo das situações, por mais difíceis que pareçam ser. Assim, acredite, fica mais fácil encontrar uma solução. Nem pense em seguir dietas excessivamente restritivas, pois elas podem ativar certo grau de depressão e stress e colocar tudo a perder. Como o tipo ansioso come o que tiver ao alcance e às vezes tão rápido que nem sente o sabor das guloseimas, organize com atenção a lista de compras. Chegando em casa, arrume a geladeira e a despensa para que os alimentos saudáveis fiquem bem à vista. E esqueça os petiscos nas prateleiras do supermercado.

O que comer

Duas vezes por semana


· 1 porção de espinafre. Ele vai muito bem com peixe, como molho. Você também pode fazer um suflê, colocar na sopa e até usar no suco (espinafre, couve-mateiga, gengibre, hortelã e melão).
· 3 col. (sopa) de abacate: além de diminuir a ansiedade, é fonte de gordura monoinsaturada. Elaine sugere comer abacate com limão à noite. O máximo que pode colocar é um pouco de frutose. Dá para somar a fruta também à salada de folhas com tomate ou numa pasta, como o guacamole.
· 1 porção de farelo de arroz: use no shake ou substitua parte da farinha de trigo na preparação de bolos.
· Macarrão de arroz gamaorisanol, que ajuda na produção da vitamina B6. É legal para quem se sente inchada depois de comer à noite.
· A lentilha pode vir na salada ou virar sopa, desde que se preserve o grão inteiro.
· A aveia dá saciedade e pode ser usada como substituto da farinha na farofa e junto com frutas. Outra dica é empanar o peixe com ela e assar.





segunda-feira, maio 14, 2012

Inverno é a melhor estação para emagrecer


Redação Bem Paraná

Com o início dos dias frios e chuvosos muitas pessoas ficam desanimadas e abandonam a regularidade na prática de exercícios. Na academia Fit Premium, por exemplo, a primeira mudança observada nos dias frios é a redução no fluxo de pessoas na musculação, pois a maioria procura exercícios que aquecem o corpo rapidamente. “Nas aulas de ginástica as pessoas mantem a disciplina com maior facilidade, porque 80% das turmas são formadas em fevereiro e março e vão até novembro. Quando as pessoas se reúnem em grupos, a troca de incentivos ajuda a manter a prática”, conta Marcelo Teixeira, gerente da rede de academias Fit. Ele ainda destaca que as turmas do turno matutino são as que mantêm maior frequência.

E muitos não sabem, mas esta é a época do ano em que é mais fácil emagrecer, pois o corpo gasta mais calorias. Mas não existe mágica, é preciso combinar uma boa alimentação com a prática de exercícios. E aqueles que procuram a academia apenas no verão precisam redobrar os cuidados. “Ao abandonar a academia quando o frio chega as pessoas perdem o resultado que conseguiram com a disciplina de ter treinado e se alimentado bem durante o verão. O segredo é entender que atividade física e uma boa alimentação não devem ser comportamentos temporários” ensina Ana Baraldi, nutricionista da Fit.

E Ana ainda explica para quem pretende apostar em dietas muito restritivas para manter a forma, que este comportamento faz com que o cérebro ative um sinal de alerta. “O corpo simplesmente vai estocar tudo que comemos para armazenar o máximo que puder de energia, inclusive acaba utilizando a massa muscular para suprir suas necessidades diárias”, conta a especialista. A pessoa que fizer dietas restritivas vai engordar novamente e muito rápido, pois o organismo quer sempre recuperar o que perdeu. Geralmente fica mais difícil emagrecer depois de uma dieta muito rígida, o organismo fica acostumado e já sabe que você vai tirar todo o combustível dele.

Por isso, a boa alimentação é parte fundamental da rotina daqueles que fazem exercícios físicos pensando exclusivamente no gasto calórico. A nutricionista recomenda o consumo de alimentos termogênicos, como o café, o gengibre e a pimenta, que aceleram o metabolismo e auxiliam na queima das calorias. “Além de consumir esses alimentos, o ideal é praticar uma atividade física regular, no mínimo três vezes por semana, para manter o metabolismo acelerado”, sugere. E segundo o professor de musculação Bruno Scroccaro, exercícios como corridas na esteira ou mesmo aulas de spinning, que oscilam a frequência cardíaca proporcionam um maior gasto de calorias.

“Isso é característica do chamado treinamento intervalado, que é a aplicação repetida de exercícios e períodos de descanso de modo alternado” explica Scroccaro. Ele ainda chama atenção para o fato de que as pessoas que praticam atividades físicas, apenas no verão, devem ter cuidado redobrado ao voltar à malhação, pois ficar muito tempo sem exercícios prejudica o preparo físico aumentando a probabilidade de haver lesão e, em casos mais graves, problemas fisiológicos. Por isso, ele recomenda que as pessoas procurem atividades que despertem o interesse pessoal e não as mais frequentadas. Esta postura simples pode ser uma boa opção para aqueles que não se sentem motivados a voltar para a academia quando o verão acaba.


domingo, maio 13, 2012

Fazendo dieta consumindo produtos inusitados


No início de uma dieta, é fácil resistir às mais variadas tentações, mas, com o passar dos dias, delícias como chocolate, queijo e vinho passam a ser verdadeiros objetos de desejo. Para quem se identificou com essa cena, algumas pesquisas trazem grandes esperanças. A informação é do jornal britânico Daily Mail. Veja alguns alimentos que, quando consumidos com moderação, podem até ser benéficos para o seu regime.

Vinho tinto

Cientistas americanos identificaram um componente no vinho tinto que pode ajudar no emagrecimento. Chamado de piceatanol, ele pode tornar mais lento o crescimento das células de gordura, alterando a forma como elas se desenvolvem. Normalmente, são necessários dez dias para que elas atinjam a maturidade, e, uma vez que cheguem a este estágio, fica mais difícil eliminá-las com dieta ou exercícios. No entanto, quando o piceatanol cai no sangue, as células de gordura são impedidas de amadurecer. Cientistas acreditam que, se isolarem este componente, ele também poderá ser usado em remédios antiobesidade. Mas nada de exageros: uma taça por dia é o suficiente para causar o efeito.

Curry

Tirar da alimentação alimentos picantes - incluindo o curry - é um dos primeiros passos de quem está de dieta. Mas pesquisadores canadenses descobriram que um componente encontrado na pimenta pode impulsionar a queima de gordura e frear o apetite. Isso porque a capsaicina, substância química presente na malagueta, pimenta de caiena e páprica fazem com que alguns alimentos ingeridos sejam transformados em calor - isto significa queimar mais calorias, ao invés de armazená-las. Foi descoberto também que a pimenta pode reduzir o apetite. Sendo assim, seria importante incluir no café da manhã um omelete apimentado, ou então consumir sua doce picante no fim do dia, em algum prato preparado com curry.

Nozes, amêndoas, amendoins, avelãs

Especialistas em nutrição acreditam que esta categoria de alimento pode ser uma boa pedida para quem está de dieta. Pesquisas mostram que pessoas que beliscam nozes tendem a ser mais magras do que as que não o fazem. Um estudo mostrou que um grupo de 15 pessoas com peso normal que adicionou 500 calorias de amendoins a sua rotina alimentar diária demonstrou consumir menos de nas refeições subsequentes. Elas também aceleraram seu metabolismo em 11%, queimando mais calorias - mesmo quando estavam relaxando. Pesquisadores da Universidade de Barcelona explicam que isso se dá porque o alimento estimula o hormônio da serotonina, que aumenta a sensação de felicidade, diminui o apetite e melhora a saúde do coração

Óleo de coco

O óleo de coco tem uma má reputação porque é rico em gordura saturada. Mas estudos sugerem que seus ácidos graxos podem diminuir o risco de doenças cardíacas e ajudar na perda de peso, porque o corpo queima estes ácidos mais rapidamente do que outros tipos de gordura. Para inclui-lo na dieta, basta usá-lo no lugar de manteiga ou de outros óleos pouco saudáveis.

Queijo

Estudos mostram que, ao contrário do que as dietas restritivas ditam, o queijo pode sim ajudar na perda de peso - especialmente na região do abdômen. Queijo contém proteína, que traz a sensação de saciedade mais rapidamente. Os cientistas acreditam que o cálcio presente no alimento também ajuda o corpo a queimar gordura. Os melhores queijos, neste caso, são o Feta ou o Edam, porque tem menor teor de gordura, mas mantenha-se distante dos mais cremosos como o Camembert.

Chocolate

Apesar do fato de ser carregado de calorias, o chocolate amargo contém antioxidantes e ingredientes e ingredientes como bioflavonóides que os cientistas acreditam serem fatores que contribuem para a perda de peso. Um estudo feito na Universidade da Califórnia mostrou que pessoas que comem chocolate regularmente tendem a ser mais magras do que as que não o fazem. Elas também são menos propensas a sofrerem de doenças ou ataques cardíacos. Escolha a versão amarga com maior porcentagem de cacau - em torno de 70% - que têm os nutrientes importantes e ajudam a reduzir o apetite.