sábado, maio 05, 2012

Não tem tempo de ir a academia?

Uma minoria arranja mil e uma desculpa para não ir a uma academia. Entre as várias razões normalmente apontadas, a mais comum é a falta de tempo.

Muito bem – esqueça a academia! Há muitas formas de conseguir manter um estilo de vida saudável e ativa.

A natação, por exemplo, é um desporto divertido e poderá fazê-lo sozinho. Se prefere jogos de equipe, porque não desafia um grupo de amigos para um jogo de futebol ou de basquetebol?

Ao fim-de-semana, pode aproveitar para ir com a sua família e amigos ao parque ou uma unidade da academia da cidade, é divertimento garantido. É uma oportunidade para fazer algum exercício físico.

Outra hipótese é sair a noite para dançar. É divertido e consegue queimar mais calorias do que muitos exercícios na academia.

O mais importante para se manter saudável é levar uma vida ativa. Ver televisão sentado no sofá não conta!


sexta-feira, maio 04, 2012

Justiça do Trabalho reconhece vínculo de emprego entre professora de ginástica e academia



No recurso analisado pela 8ª Turma do TRT-MG, a academia reclamada pretendia convencer os julgadores de que a relação existente com a reclamante, uma professora de ginástica, era de prestação de serviços autônomos e não de emprego, como reconhecido pela decisão de 1º Grau.

No entanto, depois de analisar o processo, a Turma concluiu que a profissional trabalhava na forma prevista nos artigos 2º e 3º da CLT, atuando no contrato exclusivamente com sua força de trabalho. Nesse contexto, a sentença foi mantida.

A empresa insistiu na tese da autonomia na prestação de serviços da autora e anexou ao processo o contrato assinado por ela. Segundo sustentou, a professora recebia por aula dada, não usava uniforme, não batia ponto e nem estava obrigada a participar de reuniões.

Além disso, não existia pessoalidade ou subordinação da reclamante, que poderia apenas telefonar, avisando que não compareceria, quando ela própria ou a academia providenciavam substituto.

Mas, conforme destacou o juiz convocado Carlos Roberto Barbosa, é um erro pensar que a natureza de uma relação depende do que as partes tiverem celebrado, pois, se a combinação registrada no contrato não corresponder à realidade, o acordo não tem validade.

Não é demais ressaltar que o contrato de trabalho perfaz-se como modalidade de contrato realidade, em nada interferindo no enquadramento da relação jurídica havida, eventuais documentos que evidenciem ter sido pactuada a prestação de serviços autônomos, frisou. O que importa é a maneira como o trabalho é desenvolvido.

No caso, ficou claro que a autora exercia a função de professora de ginástica na academia de forma contínua, não eventual, toda semana. Até porque era responsável por aulas específicas.

A não eventualidade não significa continuidade, de forma que o fato de não trabalhar todos os dias não desconfigura este pressuposto da relação de emprego, ponderou o relator. Nos dias em que precisou faltar ao trabalho, a reclamante foi substituída por outros professores da academia. A onerosidade ocorria pelo pagamento de quantias mensais ou diárias e, segundo destacou o magistrado, a quitação por dia não descaracteriza o salário.

O juiz convocado explicou que a subordinação está presente no fato de as aulas terem horário fixo e decidido pelos donos da academia, não podendo ser modificado pela trabalhadora, que, inclusive, recebia por aula ministrada, independente do número de alunos.

A mensalidade era paga pelos frequentadores diretamente à empresa, dona de toda a estrutura do empreendimento. Diante desses fatos, o relator concluiu que a reclamada admitiu, assalariou e dirigiu a prestação pessoal dos serviços da reclamante, nas suas funções de professora das aulas de ginástica, que integram o ordinário processo produtivo empresarial. Por essas razões, foi mantido o vínculo de emprego reconhecido na sentença.

( RO 0001215-92.2011.5.03.0009 )


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais, por 04.05.2012

quinta-feira, abril 19, 2012

Qual a relação entre esporte profissional e problemas cardíacos?


Incidentes devem ser hereditários, e não consequência da atividade física

A maioria das pessoas associa problemas cardíacos com pessoas mais velhas, portanto causa surpresa quando a vítima é jovem como o jogador Fabrice Muamba, que atua no futebol inglês.

O atleta de 23 anos sofreu um ataque do coração no sábado, quando atuava por seu time, o Bolton Wanderes, contra o Tottenham Hotspurs. O jogador permanece hospitalizado, em estado grave.

Nascido na República Democrática do Congo (então chamado Zaire), mas nacionalizado britânico, Muamba tem fama de ser um dos atletas com melhor condicionamento físico em seu clube.

Reputação similar tinha o camaronês Marc-Vivien Foe, que faleceu por causa de um ataque cardíaco, em campo, quando defendia sua seleção em partida contra a Colômbia em 2002.

Qual seria então o papel desempenhado pelos esportes nos problemas cardíacos?

Causas

É possível que estes incidentes tenham causas hereditárias e não sejam consequência da atividade física.

Problemas genéticos geralmente são relacionados com arritmias (irregularidades no batimento cardíaco), cardiomiopatias ou doenças do músculo cardíaco.

E esporte pode ter papel importante na probabilidade de que essas condições causem um ataque cardíaco.

Algumas pesquisas sugerem que pessoas que possuem condições hereditárias têm o dobro de possibilidades de sofrer ataques cardíacos se praticam esportes de alto nível.

O médico cardiologista e assessor da Federação Inglesa de Futebol Leonard Shapiro diz que é difícil precisar o que desencadeia um ataque.

'Há uma predisposição em alguns indivíduos de ter um ataque cardíaco quando estão sob alto estresse físico e emocional', diz ele.

A pergunta que sempre surge nesses casos é se seria possível fazer algo para preveni-los.

No futebol, muitos jogadores fazem exames aos 16 anos e muitos são examinados regularmente ao longo da carreira. Quando um problema é detectado, é comum eles abandonarem a atividade.

Dificuldade

O cardiologista Sanjay Sharma que trabalha para fundação britânica Cardiac Risk in the Young, que busca prevenir o risco de ataque entre jovens, diz que os exames não são perfeitos.

'Deve-se levantar o histórico médico de sintomas cardíacos que incluem dores no peito durante o esforço, uma respiração que não está de acordo com a proporção de exercício realizado e desmaios', disse.

'Além disso, pergunta-se pelo histórico familiar', diz ele. O passo seguinte é um eletrocardiograma para detectar 'falhas elétricas no coração e um ultrassom para a detecção de problemas musculares ou com as válvulas.'

Esses exames não são garantia de que uma anomalia seja descoberta. E elas também não são permanentes, como no caso de Muamba.

O jogador do Bolton realizou quatro exames em sua carreira, o últimos deles em meados do ano passado.


Fonte:Portal R7 21/3/2012

Idosos ativos podem ter risco menor de sofrer angústia e limitações funcionais

Já pensou em tratar sua depressão com exercícios? Pesquisadores da Austrália descobriram que idosos com qualquer nível de angústia podem ser quatro vezes mais propensos a ter limitações físicas, mas a pratica de atividade física pode ajudar a reverter essa relação. O estudo foi publicado no jornal americano Journal of the American Geriatrics Society.

 Liderados pelo PhD Gregory Kolt, da Universidade de Westen Sydney, os pesquisadores analisaram dados de cerca de 100 mil homens e mulheres australianos, com 65 anos ou mais. A pesquisa foi baseada no relato desses idosos sobre função física, angústia, idade, tabagismo, escolaridade, altura, peso e envolvimento deles com atividades físicas.

 A pesquisa apontou que 8,4% dos idosos estavam sofrendo algum nível de angústia. Os que sofriam níveis moderados no passado apresentaram quase sete vezes mais chances de terem limitações funcionais do que os que não tiveram nenhum sofrimento psíquico. Os idosos que eram mais fisicamente ativos, no entanto, tinham menor probabilidade de sofrer limitações funcionais.

A angústia já foi relacionada ao sedentarismo e ao aumento da limitação funcional em várias faixas etárias. Um estudo anterior indicou que aproximadamente 30% da redução da atividade física e do aumento do sofrimento psíquico ao longo do tempo são devido a limitações funcionais e doenças crônicas.

"Nossas descobertas podem influenciar a ênfase que damos a idosos para terem uma rotina ativa?, observa Kolt. "Com maiores níveis de atividade física, ganhos de saúde mais positivos podem ser alcançados e, com maior capacidade física, através da atividade física, mais independência pode ser conquistada."

Conheça as vantagens do Pilates para idosos

Uma boa sugestão de exercícios para pessoas com mais de 65 anos é o Pilates. A técnica consiste em uma série de exercícios feitos no solo ou em equipamentos apropriados, cuja intenção é trabalhar todos os músculos do corpo de maneira harmoniosa. Segundo a terapeuta Nilza Silva, especialista do Minha Vida, os exercícios são graduados de acordo com a capacidade física de cada aluno, sempre levando em consideração suas restrições a determinados tipos de movimentos.

 São muitos os benefícios proporcionados por essa técnica aos idosos: alívio da dor, maior percepção dos movimentos, fortalecimento muscular, maior equilíbrio, aumento da flexibilidade, alívio do estresse, entre outros. Uma das principais vantagens é a melhora da autoestima do praticante, uma vez que ele consegue realizar uma série de exercícios físicos que, até então, julgava não ser capaz.

A terapeuta Nilza conta que o aumento do equilíbrio corporal também é um grande avanço, já que o idoso tem seu equilíbrio comprometido devido à idade. Tudo isso sem nenhum risco de lesão corporal, já que Pilates é um trabalho aplicado com uma grande margem de segurança, não cansa e não causa dores musculares posteriores, como é o caso da ginástica convencional.

www.minhavida.com.br
Fonte:Portal Minha Vida 18/4/2012

sexta-feira, março 23, 2012

Dicas: Ajuste o visual para correr com segurança


Carregar garrafa de água na mão ou usar boné de aba larga são só algumas ameaças

Mais do que deixar os atletas estilosos, as roupas e os acessórios desenvolvidos para cada esporte melhoram o rendimento físico e evitam lesões. O tênis certo protege seus joelhos contra uma distensão, por exemplo, enquanto um simples boné usado de modo incorreto pode provocar horas de dores na coluna. Para acertar o passo na hora da corrida, cheque o certo e o errado no uso de tens, camiseta, boné e outros itens a seguir.

Camiseta de algodão 
O personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, diz que a camiseta básica de algodão não chega a ser uma inimiga da corrida, mas não é a mais indicada. "O tecido ideal é aquele que ajuda o corpo a trocar calor com o ambiente. O algodão puro é muito pesado, prende o suor e, por isso, fica encharcado facilmente", explica.

Camiseta de tecido tecnológico 
Os tecidos tecnológicos, feitos com fibras sintéticas, são mais leves e permitem um exercício livre de incômodos com o suor. A transpiração passa para fora do tecido rapidamente, mantendo o corpo seco. Prefira usar essas roupas, entretanto, apenas durante a prática dos exercícios. Alguns profissionais da saúde alertam que esses tecidos podem apresentar benzeno, substância alérgica para pessoas de pele mais sensível.

Correr sem camisa ou só de top, mas sem aquecimento
Correr sem camisa é perigoso no sol, porque expõe demais a pele. E, quando o clima está ameno, o problema é perder calor e acabar com gripe. Mas, se você quer arriscar, lembre-se de espalhar protetor solar nas costas, nos ombros e na barriga, além de aquecer bem o corpo antes de tirar a camiseta.

Correr sem camisa ou só de top, com conforto térmico 
Aquecendo bem o corpo antes de tirar a camiseta, as chances de ter resistência térmica e não ganhar uma gripe aumentam. A regatinha usada pelos atletas profissionais não esquenta o corpo, mas, antes de vesti-la, eles se aquecem com uma blusa de manga longa ou camiseta. E lembre-se: protetor solar sempre, mesmo nos dias nublados.

Boné com aba muito baixa 
O boné que atrapalha a visão acaba obrigando você a correr com a coluna flexionada para conseguir olhar para frente. Isso pode provocar uma sobrecarga nas vértebras e causar dores. O personal trainer Marcus Toledo, do SPA Sorocaba (SP), conta que bonés com tecidos muito quentes ou tocas de lã também impedem a transpiração na cabeça e podem esquentar muito a cabeça. "Se esse acessório for muito apertado, pode ainda provocar dores de cabeça", afirma. E não use bonés com a aba virada para trás ? o objetivo principal do acessório é proteger o rosto contra o sol, e não ser um acessório estético.

Boné de tecidos leves 
Além de permitir boa visão quando a aba tem o ajuste adequado, o boné precisa ser de um tecido que favoreça a transpiração, como o sintético Dry Fit. "Modelos em rede ou uma viseira são as melhores opções. E use filtro solar na cabeça, se necessário", aconselha Carlos.

Meia comprida até o joelho 
O uso de meião estilo futebol não é adequado para a corrida, porque esquenta demais as pernas e dificulta a transpiração - os jogadores usam o modelo em campo para prender as caneleiras. Já as meias de compressão ajudam a circulação do sangue nas pernas e, segundo o personal trainer Carlos Klein, são usadas por alguns atletas. Mas fale antes com o médico, para checar se você tem algum problema vascular que pode ser amenizado com as meias.

Meia soquete ou curta
A meia ideal tem que deixar o pé confortável e evitar que ele sue demais ou fique esbarrando direto no tênis, o que provoca calos ou bolhas.

Tênis sem meia 
Existem tênis especialmente feitos para o uso sem meia. Com exceção desses casos, a meia é fundamental para estabilizar os pés no tênis e evitar o aparecimento de bolhas.

Tênis com meia
Correr com meia, além de ajudar na prevenção do chulé, impede que o pé derrape dentro do tênis e protege as unhas contra o atrito na ponta do calçado. Se o pé escorrega demais no tênis, você pode compensar o desconforto forçando as articulações e se lesionar.

Correr com objetos na mão
Correr com o aparelho de música, celular ou a garrafa de água atrapalha o movimento dos braços. "Na corrida, os braços têm que fazer o movimento contrário da passada, para que o tronco faça uma pequena rotação. Objetos na mão podem atrapalhar essa mecânica", explica o personal trainer Carlos. Sem mexer os braços, você se cansa mais facilmente, além de correr mais devagar.

Objetos fixos no corpo e sem peso relevante 
O peso da garrafinha de água também pode prejudicar a postura ou pender o corpo mais para um lado. Em último caso, procure alternar a mão que segura a garrafinha ou dê um jeito de prendê-la ao corpo - nunca cheia demais, para não pesar e causar incômodo. "Há um suporte em forma de cinto que deixa a garrafa atrás do corpo, sem incomodar", conta Marcus Toledo. Só não dispense o hábito de beber água, que é essencial para hidratação.

Correr descalço ou de tênis inadequado 
Correr descalço em qualquer tipo de piso ou sem ter treinado para isso pode provocar lesões."A fratura por estresse nos ossos do pé e a tendinite nos músculos do tornozelo são os maiores riscos", afirma o personal Carlos. Correr com calçados que não aguentam o impacto da pisada na corrida também aumenta os riscos de lesão.

Correr descalço com preparação 
Correr descalço pode trazer benefícios ao joelho, ao quadril e até à coluna, que são fortalecidos. Mas é preciso ter a musculatura do pé e do tornozelo preparada para isso. Por isso, vale começar a pensar, com o apoio de um professor de Educação Física, na adaptação do uso de tênis mais baixos, com sola maleável que permita a movimentação dos pés como se estivessem descalços

http://minhavida.uol.com.br/

Fonte: Minha Vida 21/3/2012